Por que as tartarugas vivem
tanto?
Como elas
conseguem ficar com pouco oxigênio ao hibernar?
O que as
distingue de outros seres vivos?
Pesquisadores
norte-americanos acabam de decodificar o genoma de uma das espécies mais
abundantes no planeta (Cp. Bellii) e encontraram respostas para alguns de
seus enigmas.
A tartaruga-pintada (Chrysemys
picta) é uma espécie de tartaruga de água doce da família Emydidae encontrada
nas águas da América do Norte. É a única espécie do gênero Chrysemys. Ela
passa a maior parte de seu tempo na água e tem uma alimentação onívora bem
variada. É possível manter esses animais como mascotes desde que se saiba sobre
os cuidados necessários.
Habitante de
cursos de água calmos, pouco profundos, ricos em vegetação. A dieta desta
espécie varía ao longo da vida. Durante a fase juvenil é carnívora (come pequenos animais aquáticos), mas, à medida que atinge a idade adulta
tende a assumir uma dieta essencialmente herbívora.
Essa espécie
hiberna durante o inverno, enterrada no fundo da lama dos substratos dos
lagos congelados. Elas podem sobreviver sem comida ou oxigênio durante 5
meses inteiros, mais tempo que qualquer outro tetrápode.
Há quatro subespécies
de tartaruga pintada: a tartaruga pintada Oriental (Cp picta), o Midland
Painted Turtle (Cp marginata), a Tartaruga pintada Sul (Cp dorsalis), e a
Tartaruga pintada Ocidental (Cp bellii).
Na verdade, a tartaruga é
bem mais parecida geneticamente com os vertebrados – e humanos – do que se
supunha. Além disso, está mais relacionada com os pássaros do que com os
lagartos e cobras. Finalmente, ela não dependeu de novos genes para suas
adaptações fisiológicas ao longo de seu lento processo evolutivo. Em vez disso,
soube usar antigos recursos de uma forma diferente, adquirindo características
invejáveis: resistência ao envelhecimento, possibilidade de reprodução em
idades avançadas e capacidade de congelamento e descongelamento sem dano a
órgãos e tecidos.
Ao identificar 19
genes no cérebro e 23 no coração que são ativados na privação de oxigênio, a
equipe descobriu que a expressão do gene APOLD1 aumenta 130 vezes em tartarugas em
estado letárgico. Como o homem também possui esse gene, os cientistas estão
animados com a possibilidade de ter em mãos um novo alvo para a prevenção e o
tratamento de algumas doenças, especialmente as cardiovasculares (o infarto,
por exemplo, é causado pela necrose de parte do coração pela falta de
nutrientes ou oxigênio).
Referências:
Wikipédia
Estadão




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